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OS NOVOS EMPREENDEDORES PRECISAM APRENDER A SIMPLIFICAR [EPOCA]

Ter ideias simples. Executá-las com responsabilidade social. Investir em competências transversais, isto é, habilidades extracurriculares, como flexibilidade e proatividade. “É isso o que o mercado está pedindo”, afirma Ahmad Ashkar, fundador e presidente do Hult Prize, um prêmio da escola de negócios com Bill Clinton. “Nenhuma organização de ensino nunca ensinou as competências transversais”, diz ele. “Você as aprende fazendo, na prática”.

Segundo Ashkar, a principal diferença entre o modelo de negócio do século passado e o atual é que antes os empresários só se importavam com o acúmulo de capital, enquanto as novas gerações já parecem nascer com a preocupação com o impacto social. “No passado, as escolas de negócio tops pegavam o 1% dos líderes em potencial e os ensinava a lucrar”. Já a escola do futuro, para ele, é aquela que mistura uma abordagem tanto acadêmica quanto prática. “É a que entrega resultados, mas também é autossustentável”.

Stephen Hodges, CEO da Hult International Business School, afirma que a divisão entre negócio tradicional e negócio sustentável está desaparecendo. “As duas coisas agora andam juntas”.

Seguindo essa visão, em setembro deste ano, a Hult vai escolher o estudante que tiver a ideia mais genial – e aplicável – para acabar com a fome no mundo, tema escolhido por Clinton para a terceira edição do prêmio. Quem vai entregar o cheque será o próprio ex-presidente americano.
Entre os 10 mil inscritos do mundo todo, Ashkar destaca, por exemplo, um projeto apresentados por estudantes do Canadá, que propunha que grilos virassem comida em países em desenvolvimento. “O que me chocou mais não foi eles dizerem que construiriam um negócio só para vender grilos”, diz ele. “Foi, sim, eles apresentaram o dado de que 35% das pessoas do mundo já estão se alimentando desse animal”.

A escola do futuro
Entre os participantes da competição, havia alguns brasileiros. Mas nenhum está entre os finalistas. Apesar disso, Ashkar reconhece a importância do país no atual cenário econômico. “A Hult é uma escola de negócios global”, afirma. “Ensinamos os alunos a fazerem negócio nas grandes economias do mundo. Nesse contexto, o Brasil se tornou um dos maiores personagens”.

Justamente por isso, no ano passado a Hult fez uma parceria com a Fundação Dom Cabral e incluiu São Paulo em seu Programa Global de Rotação de Campus. Isto significa que os alunos dos cursos de MBA, MBA Executivo e Mestrado de Negócios Internacionais da escola podem passar seis semanas na capital paulista.

Se você quer seguir no caminho do empreendedorismo social, veja a seguir as principais sugestões dos especialistas Ashkar e Hodges, que rodam o mundo conhecendo os jovens talentos – e seus desafios.

No momento certo

Written by Ariane Abdallah for Epoca, continue reading the article here

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